Tratamento depende do estágio da doença
O médico oncologista Bruno Pozzi explica que um fator que chama atenção nos casos de câncer de laringe é o nível socioeconômico dos pacientes, que de modo geral é mais baixo. ''Até por conta disso, os pacientes chegam ao consultório em situação pior. Geralmente, são pessoas que se alimentam mal, fumam e bebem muito'', explica. Pozzi alerta que dificilmente os pacientes vão ao consultório com tumores em estágio precoce, a maioria já chega ao oncologista com a doença em fase intermediária ou avançada.
O tratamento para casos de câncer de laringe pode ser cirúrgico, com quimioterapia ou com radioterapia. ''Os tratamentos que serão empregados dependem de quão avançado está o tumor'', destaca o médico. Ele acrescenta que a cirurgia pode trazer sequelas na fala, por isso ela só é realizada quando a quimioterapia e a radioterapia não apresentam resultados.
Os pacientes que, geralmente, já chegam debilitados ao médico oncologista precisam enfrentar um tratamento que é considerado agressivo, dificulta a fala, a respiração e apresenta efeitos colaterais por conta da quimioterapia e da radioterapia. ''Acho que é importante que as pessoas se conscientizem de que a base da doença é o cigarro. É muito difícil ver um paciente com câncer de laringe que não fuma, por isso, se existe uma coisa que se pode fazer para prevenir esta doença é parar de fumar. O cigarro é um fator desencadeante do câncer de modo geral, mas os cânceres de cabeça e pescoço são muito dependentes do fumo'', salienta. (M.A.)




