Transplante não é indicado para todos
Bastante rara, a mielofibrose afeta um a cada 100 mil pessoas por ano, mas muitos casos não são reportados por serem confundidos com doenças que apresentam sintomas similares. Embora o transplante seja a única chance de cura, ele não é indicado para todos os pacientes, principalmente os mais idosos, que podem ter outras patologias.
Entre a população, as pessoas entre 50 e 80 anos são as mais afetadas, embora pacientes jovens também possam vir a desenvolver a mielofibrose. "Há casos de jovens de 15 anos. Assim como em outros tipos de tumores, os fumantes são mais propensos a ter a doença. E até o momento não há evidências de fatores de predisposição familiar", explica Renato Tavares, médico hematologista do Banco de Sangue Hemolabor e professor-assistente da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (UFG).
Não existe também um exame único que detecte a mielofibrose. Segundo os especialistas, o exame de sangue pode indicar as alterações da medula, que devem ser confirmadas através da biópsia de medula óssea. O hematologista aponta que um patologista com experiência consegue diagnosticar a mielofibrose mais precocemente, já que muitas alterações não são exclusivas desta doença. (E.G.)




