A medica dermatologista Magda Zani Ibrahin explica que doenças como alergias e psoríase também têm componentes genéticos importantes. Apesar de ser considerada uma doença frequente – e por isso mais conhecida pelas pessoas - a psoríase ainda desperta reações de preconceito. Por conta das manchas na pele, as pessoas confundem a psoríase, que não é transmissível, com a hanseníase. "Ainda há um estigma muito forte em relação às doenças de pele por conta da hanseníase, mas atualmente esta é uma doença pouco transmissível e que tem cura", salienta a médica. Ela destaca que a hanseníase é infecciosa e não genética. Já a psoríase é uma inflamação crônica, de origem hereditária, que geralmente é desencadeada por situações relacionadas ao estresse. "Ela não tem cura, mas o paciente pode ter uma boa qualidade de vida. É uma doença controlável", garante.
De acordo com a médica, as alergias em geral também podem ter fundo genético e não são transmissíveis. Ela considera que as dermatites de contato são as alergias que deixam as piores marcas na pele. "O controle é feito com o afastamento da causa, em alguns casos indicamos o uso de pomadas para cicatrizar mais rapidamente as lesões", detalha.
Entre as doenças de pele que são transmissíveis e merecem cuidado, a médica destaca a herpes labial em atividade (quando ela está na fase da formação de bolhas nos lábios), a hanseníase, as verrugas virais e as micoses em geral, mas Magda afirma que só são acometidas pelas micoses as pessoas que apresentam imunidade muito baixa. "A transmissão de todas estas doenças depende do contato pele a pele. Ninguém vai pegar uma doença destas simplesmente por estar no mesmo ambiente de uma pessoa contaminada", alerta a médica. As pessoas com doenças de pele já precisam enfrentar uma série de dificuldades com a auto-imagem e com o próprio tratamento da doença. O preconceito se constitui em mais um transtorno na vida do paciente, que acaba atrapalhando o tratamento, conclui a especialista. (M.A.)

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