Este é o mês de conscientização sobre a doença de Parkinson. Caracterizada e reconhecida pelo tremor das mãos, a doença é na verdade muito mais do que isso. A lentidão, a fraqueza e as quedas são as principais manifestações, além dos tremores. No entanto, o que mais incomoda os pacientes são a rigidez muscular e a dificuldade de executar movimentos.
O diagnóstico da doença de Parkinson é essencialmente clínico. O médico neurologista, coordenador do ambulatório de doença de Parkinson do Hospital das Clínicas da Universidade Estadial de Londrina, Lucio Baena de Melo, afirma que a presença de uma série de sinais define se a pessoa tem ou não esta patologia. No entanto, Melo acrescenta que há outras doenças com sintomas semelhantes, por isso quando há dúvidas alguns exames de imagem podem ser realizados.
O médico radiologista da MP Diagnósticos, Guilherme Zwicker, de Londrina, explica que apesar da doença de Parkinson ter a característica de não aparecer nos exames de imagens, a tomografia computadorizada pode ser utilizada para auxiliar no diagnóstico. "Muitas vezes o médico suspeita de Parkinson, mas quando fazemos a tomografia identificamos alguma patologia com sintomas semelhantes, que exige, porém, tratamento diferente. Quando o neurologista suspeita de Parkinson e o exame apresenta um cérebro normal, confirmamos o diagnóstico", afirma o radiologista.
Degenerativa e progressiva, a doença de Parkinson atinge 150 indivíduos a cada 100 mil pessoas. A maior incidência é registrada após os 60 anos e em 80% dos pacientes a causa é desconhecida. A doença é desencadeada após uma degeneração cerebral que reduz a produção de um neurotransmissor chamado dopamina. "Os tratamentos disponíveis apresentam bons resultados, mas a doença progride mesmo assim", explica Melo.
Por conta das limitações diretamente relacionadas à doença, o paciente diagnosticado com Parkinson precisa receber atendimento multidisciplinar que inclui fisioterapia, fonoaudiologia e acompanhamento psicológico. "Cerca de 70% destes indivíduos evoluem para a depressão, por isso o acompanhamento da família e dos profissionais é tão importante", aponta.
O neurologista salienta que a progressão da doença varia conforme as particularidades de cada paciente e que, embora o tratamento convencional seja medicamentoso, alguns pacientes possuem indicação para fazer a cirurgia de implantação de um eletrodo no cérebro, que auxilia no controle da doença. Durante os processos pré-operatórios e até mesmo no desenrolar do procedimento cirúrgico, os exames de imagem são fundamentais. "O cirurgião utiliza a tomografia para identificar o ponto adequado onde o eletrodo precisa ser implantado", complementa Zwicker.

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