Mais de 90% dos cânceres de boca e garganta são carcinomas epidermoides, células escamosas que normalmente revestem a cavidade bucal e a garganta. Quanto aos locais de maior incidência, a língua surge em primeiro lugar com 26%, seguida do lábio, principalmente o inferior (23%).
Outros 16% são localizados no soalho da boca (embaixo da língua) e 11% nas glândulas salivares menores. Os demais, são encontrados nas gengivas e outros locais, como o trígono retromolar que recobre o ramo ascendente da mandíbula.
Aos 2 anos e 7 meses, Arthur Macedo Machado enfrenta um tipo raro de câncer de boca: a histiocitose das células de Langerhans (LCH). O tumor é procedente da proliferação e acúmulo de células de Langerhans (LCH), um tipo de célula imunitária.
A mãe Kelly Simone Macedo conta que só percebeu que algo estava errado, quando acariciava as bochechas do filho. "Eu o apertava e beijava, até que um dia ele começou a chorar e colocar a mãozinha na bochecha", lembra.
A família buscou atendimento médico e acompanhou uma série de exames. "Ouvi várias hipóteses e o mediquei várias vezes, mas não tinha melhoras. O Arthur continuava reclamando e perdendo peso porque não conseguia comer", conta.
Após dois meses de muita correria e angústia, veio o diagnóstico de tumor na região da mandíbula. "Nessa fase, a gente já conseguia ver uma pequena elevação na bochecha dele", diz Kelly, que passou a se informar sobre o assunto e a divulgar a própria experiência.
"O recado é para que os pais fiquem atentos aos sinais dos filhos. No caso do Arthur, a boa resposta ao tratamento se deu, principalmente, pela nossa insistência e busca", comenta. Arthur deve continuar com a quimioterapia até o mês de junho, mas a família já comemora os resultados. "O médico disse que ele está praticamente curado. Não tem mais o tumor. Ele já não reclama e está muito animado. Foi a melhor notícia", conclui. (M.O.)

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