É importante ressaltar que o câncer de mama pode se diferenciar pelas características dos tumores e, assim, cada mulher necessitar de terapias específicas.
A oncologista Karina Vianna detalha que um grupo de pacientes de câncer de mama metastático (cerca de 25%) tem um receptor chamado HER2, uma proteína localizada na superfície das células. Este subtipo é caracterizado pela presença em maior quantidade desse receptor e, portanto, requer um tratamento baseado na terapia-alvo, que ataca apenas as células do câncer, funcionando para eliminar e frear o crescimento do tumor. "Então, fora a quimioterapia que faz com que essas células morram, você usa um anticorpo e bloqueia esse receptor que está super estimulado", completa a especialista, reforçando que a combinação de tratamentos aumenta a sobrevida das pacientes e com qualidade.
De acordo com ela, um estudo publicado recentemente associou as drogas trastuzumabe, pertuzumabe e docetaxel (quimioterapia). A pesquisa contou com a participação de 808 pacientes com câncer de mama metastático HER2+ em 25 países, incluindo o Brasil. O estudo clínico randomizado observou os pacientes por um período de 50 meses.
"Os resultados mostraram que aqueles que fizeram este tratamento combinado vivem em média, 56 meses (quase cinco anos), sendo que só com quimioterapia, estudos mais antigos apontam um tempo de 16 meses. Então, você acrescenta em 40 meses, o tempo de vida de uma paciente, e essa diferença é o que temos de mais gritante nas drogas-alvo", sustenta.
O combo de medicamentos é reconhecido pelas principais sociedades médicas mundiais como padrão ouro de tratamento de primeira linha de pacientes com câncer de mama metastático HER2+. (M.O.)

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