''O dentista não é para tratar o dente, é para tratar o paciente como um todo. O profissional deve entender que por trás daquela boca tem uma pessoa com carências e problemas que precisam ser levados em conta''. A frase é do mestre em prótese dentária e oclusão e professor da Universidade Estadual de Londrina, Hélion Lino Junior. Conforme ele, a vida e a rotina acarretam em fatores psicossomáticos que interferem diretamente nos dentes e na relação deles com o restante do organismo. Apesar da maior parte dos pacientes não ter consciência, as dores tencionais podem estar relacionadas à oclusão inadequada.
Pessoas muito tensas podem - de forma inconsciente - apertar ou ranger os dentes provocando uma oclusão inadequada com desgaste, quebra de dentes e restaurações e até perda de massa óssea. O dentista destaca que um diagnóstico acertado é fundamental para alcançar um bom resultado. ''O tratamento na maior parte das vezes é multidisciplinar e pode envolver além do dentista, um médico otorrinolaringologista e um fisioterapeuta''.
O perfil do paciente e o momento emocional em que ele se encontra podem estar relacionados ao tipo de queixa que apresenta. ''É possível fazer ajustes que reposicionam os dentes, reduzem as tensões da mandíbula sobre determinados músculos e proporcionam equilíbrio ao sistema que envolve dentes, músculo e postura'', informa Lino Junior. (M.A.)

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