Há três anos a assistente social Maria Inês Amaral Santos, de 55 anos, decidiu começar a fazer reposição hormonal. Ela conta que os sintomas da menopausa, especialmente os calores, chamados de fogachos, estavam muito intensos e foi preciso buscar uma solução. "Eu trabalho, tenho uma vida social ativa, mas o calor e a transpiração eram realmente constrangedores, atrapalhavam a minha vida, por isso optei, junto com meu médico, por usar os hormônios", destaca.
Como sempre manteve os exames preventivos em dia, Inês conta que a menopausa chegou em um contexto de cuidado. "Meu médico já estava me acompanhando e como os sintomas incomodavam muito nós decidimos iniciar o tratamento com um medicamento fitoterápico", lembra. Ela conta que este primeiro medicamento fez efeito durante um ano, mas depois precisou ser substituído por um segundo hormônio. "Agora já estou usando o terceiro tipo de hormônio e com este eu preciso ficar mais atenta aos exames", explica.
A assistente social conta que sentia muita necessidade de conversar com outras mulheres que estavam passando pela mesma situação. "Eu queria um grupo de apoio, trocar informações, conversar sobre o assunto", lembra. Apesar de não encontrar o grupo de ajuda que procurava, Inês afirma que encontrou ajuda no livro "Mulheres de bem com a vida", da nutricionista Pamela Smith. "Ela trabalha com mulheres que estão nesta fase e dá várias dicas de alimentação. Me ajudou muito, recomendo a leitura", ressalta.
Inês assume que resistiu ao uso do hormônio no início, mas não se arrepende da escolha. "É uma questão de qualidade de vida. Eu vejo mulheres passando por um sofrimento intenso, não dormem, entram em depressão e se recusam a tomar hormônio. A gente tem que ter qualidade de vida. A mulher está vivendo mais, está no mercado de trabalho. Cheguei à conclusão de que não dá para passar por isso (menopausa) sem a reposição hormonal", ressalta. (M.A.)

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