Um estudo apresentado na Associação Americana de Endocrinologistas Clínicos destacou os benefícios do uso de telemedicina na avaliação e no tratamento de pacientes, especialmente os que vivem na área rural. A análise foi centrada em pacientes de diabetes e outras doenças endocrinológicas, como a obesidade, doença da tireoide e osteoporose, patologias que continuam a aumentar mundialmente.
  De acordo com André Vianna, endocrinologista do Centro de Diabetes Curitiba, o índice de diabetes entre as populações rurais dos EUA é aproximadamente 17% mais alto do que as dos centros urbanos. ‘‘E existe uma falta de médicos especialistas, principalmente endocrinologistas, nas zonas rurais. Por isso da importância da telemedicina’’, revela Vianna.
  O especialista explica que a telemedicina (TM) diz respeito à transferência de dados eletrônicos médicos, como imagens de alta resolução, registros de som e de vídeo de pacientes para locais remotos, utilizando a tecnologia de telecomunicações, com a intenção de fornecer assistência médica de alta qualidade ou para facilitar a investigação médica. ‘‘Esta espécie de atendimento virtual, infelizmente, não é aprovada ainda pelo Conselho Federal de Medicina no Brasil’’, diz o médico.
  O estudo americano investigou a eficácia da análise e do tratamento de pacientes com doenças endocrinológicas usando TM e analisou a capacidade de um serviço de consultoria endocrinológica baseada em telemedicina para melhorar as mensurações de resultado em pacientes de comunidades rurais.
  Uma clínica localizada em um centro urbano foi conectada através de vídeo-teleconferência para pacientes em localidades rurais, permitindo a inspeção/exame visual e feedback em tempo real ‘‘face a face’’ entre o médico e o paciente.

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