Técnicas cirúrgicas podem reduzir sensibilidade
A amputação planejada com o uso de técnicas cirúrgicas específicas podem reduzir a chance de aparecimento da dor fantasma. ''Quando é possível, amputamos os nervos mais curtos do que o coto, sabemos que esta manobra pode ajudar nestes casos mas nem sempre o resultado é positivo'', afirma o médico ortopedista Marcos Cajueiro.
Ele conta que, antes da cirurgia, a síndrome do membro fantasma é explicada para os pacientes, mas ''a maioria das pessoas não compreende que isso pode acontecer e não se preocupa com esta informação'', alerta. Segundo Cajueiro, o cérebro tem um ''mapa'' do corpo e leva um tempo para processar a informação de que o membro não existe mais. Apesar do incômodo provocado pela situação, o ortopedista afirma que na maioria dos casos o problema se resolve em alguns meses. O ortopedista diz que nas crianças este processo é mais rápido, já que o organismo delas tem uma capacidade muito grande de se adaptar às mudanças, e na infância o cérebro aceita melhor as alterações corporais.
Há formas de tentar evitar o aparecimento da síndrome e da dor fantasma, uma delas é acompanhar e cuidar para que a cicatrização do coto (parte restante do membro amputado) seja adequada. ''A cirurgia de amputação não é um procedimento simples e necessita de acompanhamento pós-operatório e cuidados. A cicatrização do coto deve ser cuidadosa e observada com critério'', destaca Cajueiro. Para ele, o coto tem que ser funcional. ''Ele precisa ter condição de sustentar uma prótese ou de ser funcional mesmo sem ela'', ressalta. Por este motivo, às vezes, o paciente precisa passar por mais de uma cirurgia para alcançar o resultado esperado.
O médico alerta que as próteses precisam ser feitas sob medida, mas que cada vez mais elas estão oferecendo funcionalidade, conforto e segurança aos amputados. (M.A.)




