SUS não cobre procedimento
Seguro, preciso, avançado, mas caro pelo menos para a maioria da população brasileira, já que o custo do procedimento particular é R$ 3,5 mil. Segundo a diretoria da Ultramed, até o momento, apenas dez planos de saúde cobrem o exame.
Cientes dos benefícios que ele pode trazer não só para o diagnóstico de doenças mas também para nortear os tratamentos, médicos de todo o País lutam para que o PET/CT se torne uma realidade em todo território nacional e seja incluído na lista de procedimentos com cobertura pelo SUS. Em Londrina, a Ultramed iniciou uma negociação com a Secretaria Municipal de Saúde, buscando o custeio do procedimento para uma parcela de pacientes de rede municipal de saúde.
"Entendemos as dificuldades do SUS, mas é de extrema importância que este exame seja também de acesso a quem mais precisa. A vinda do PET/CT para Londrina denota que a cidade está caminhando nos mesmos passos que os grandes centros", avalia o cirurgião oncológico Jorge Mali.
Segundo o médico radiologista e diretor da Ultramed, Mauro Takeda, todo o investimento, desde a compra do aparelho até a estrutura física para disponibilizar o serviço, somam mais de R$ 5 milhões. "Ganham os pacientes que podem ter acesso em sua própria cidade, ou região, à tecnologia mais avançada no diagnóstico e acompanhamento do tratamento do câncer", explica.
Takeda enfatiza que a vinda do PET/CT para Londrina tem impacto significativo no tratamento de pacientes com câncer, já que por meio deste exame até um terço dos casos podem ter a definição da conduta adequada devido a precisão do diagnóstico. (Reportagem Local)




