Sinusite: uma vilã com a cara do inverno
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domingo, 17 de julho de 2011
Vinícius Fonseca <br> Reportagem Local 
A queda brusca de temperatura pode dar força à uma vilã da saúde: a sinusite. A doença - que para algumas pessoas independe de condição climática - no inverno pode incomodar até mesmo quem nunca imaginou ter o problema. Tudo porque a inconstância da temperatura causa a paralisia dos cílios da mucosa respiratória, responsáveis pela limpeza nasal.
A médica otorrinolaringologista Ana Maria Ciola, de Londrina, explica que a sinusite pode ser entendida como uma inflamação da mucosa de revestimento do nariz ou dos ''sinus paranasais'', popularmente conhecidos como seios da face. Isso pode ocorrer por vários motivos, entre eles o desvio do septo nasal, uma adenóide e até uma rinite alérgica. ''São fatores que podem favorecer o desenvolvimento do problema porque causam a obstrução no sistema de drenagem dos seios paranasais. E o acúmulo de secreção leva à infecção'', diz.
Ana Maria afirma que o quadro da sinusite pode ser desenvolvido por qualquer pessoa. De acordo com ela, a doença pode aparecer em uma média de 5% a 10% das pessoas que tenham tido uma gripe ou um resfriado não tratados corretamente.
A médica também informa que o problema é mais comum em adultos do que em crianças, já que estas ainda estão passando pelo processo de formação dos seios paranasais.
Cuidados
Os cuidados para evitar a sinusite são básicos: tomar vacina contra a gripe, adotar uma alimentação balanceada, lavar constantemente as mãos e fugir de lugares fechados com aglomerações. ''Além disso, é recomendável evitar se expor a mudanças bruscas de temperatura, como andar de motocicleta, por exemplo'', diz a médica. ''Não há como garantir que não se terá uma sinusite, mas tomando alguns cuidados isso fica mais difícil de acontecer'', completa.
E qual é a hora certa de procurar ajuda médica? Segundo Ana Maria, os indicativos mais comuns são obstrução nasal, excesso de secreção, tosse, dor de cabeça, voz anasalada e, em alguns casos, inchaço na região dos olhos.
Tratamento
Quanto ao tratamento, a médica informa que antes de qualquer procedimento é preciso saber qual das variações de sinusite o paciente apresenta, já que a doença pode ser viral, bacteriana, crônica ou alérgica.
A crônica, que atinge uma média de 3% da população, não depende do clima para ser contraída. ''Esses pacientes podem desenvolver o quadro em qualquer época, várias vezes por ano. E, como apresentam uma secreção permanente, a única saída é a cirurgia'', revela.

