Síndrome pode sumir com terapias e prótese
O fisioterapeuta e também protesista Leonardo Fernandes atende muitos pacientes amputados e sabe da importância de compreender os sentimentos do paciente após a realização da cirurgia. O profissional conta que a sensação de sentir o membro amputado, mesmo depois de algumas semanas da operação, pode ser utilizada pelos fisioterapeutas para a terapia com o paciente. Uma das técnicas usadas pelos profissionais é pedir para o paciente mexer o dedão do pé amputado. Quando ele faz o movimento naquele membro que não existe, alguns músculos do coto são ativados e isso ajuda a drenar o edema gerado pela cirurgia, afirma.
O lado ruim da situação é o fato de alguns pacientes se esquecerem que não tem mais o membro. No hospital são comuns os casos de pacientes que amputam a perna e tentam se levantar da cama mas caem. Quando eles batem o coto no chão é preciso refazer a cirurgia porque os pontos geralmente se abrem, conta.
No caso das amputações de membro superior, algumas pessoas levam a mão que não existe mais para pegar algum objeto. Sabemos que isso pode levar algumas pessoas à depressão, por isso é importante que as famílias fiquem atentas, orienta Leonardo.
Uma alternativa para tratar a Síndrome do Membro Fantasma é o uso de espelhos. O espelho ajuda o paciente a ter consciência corporal e acelera o processo de superação da síndrome, complementa.
Algumas pessoas amputadas sentem coceiras difíceis de controlar no membro fantasma. Orientamos que o paciente procure no coto um local que representa a região que está coçando e assim a situação pode ser melhorada, destaca. De acordo com Fernandes, a síndrome desaparece em algumas pessoas que colocam a prótese. Sentir a prótese ajuda na reabilitação, destaca.
Apesar de ser de grande ajuda, a partir do momento que o paciente tem uma prótese de membro inferior, ele precisa reaprender a andar. As próteses demoram cerca de 40 dias para ficar prontas porque são produzidas sob medida para cada paciente. (M.A.)




