Foi com as picadas das abelhas que a dona de casa Olinda Maria Ziliotto, 62 anos, conseguiu se livrar das terríveis dores provocadas por uma artrite nos joelhos, uma tendinite no cotovelo e pela Síndrome do Túnel do Carpo - desencadeada por conta da compressão de um nervo que fica entre a mão e o antebraço. Ela conta que a mão direita formigava muito. ''Eu já estava perdendo o movimento dos dedos e a sensibilidade do braço. Era aterrorizante, a noite eu não conseguia dormir porque não sabia o que fazer com o braço''.
Foram várias sessões semanais até que os resultados pudessem ser observados na prática.''Me sinto tão bem que não parei mais. A picada não é o fim do mundo, é ardidinha mas passa rápido'', descreve. Após o início do tratamento até a relação dela com as abelhas mudou. ''Eu como o pólen, a geleia real o própolis e uso a apitoxina. Tenho muito amor e não tenho medo das abelhas. Elas são uma maravilha que Deus deixou para nós'', diz. Agora a rotina de Olinda é bem diferente do que há um ano, antes de começar a apiterapia. ''Agora só dançar, passear e aproveitar a vida''.
O administrador de empresas Ernani Fuganti Luppi, 47, sofre há vários anos com dores fortes na coluna provocadas por três hérnias de disco. Na busca pelo alívio da dor ele passou por ortopedista, fisioterapeuta, acupunturista e nutricionista. Ele explica que a dor começa nas costas e desce na perna ''É tão forte que eu chego a ajoelhar de dor''.
A apiterapia começou a fazer parte da vida de Ernani há cerca de três semanas. A dor provocada pelas picadas não foram empecilho para o administrador começar a terapia. ''Na hora que ele coloca a abelha a gente sente a picada, mas como ele tem uma técnica, o ferrão não fica na pele'', destaca, acrescentando que as dores não cessaram totalmente. ''Ainda sinto a dor, mas já não acordo a noite por conta disso'', garante. (M.A.)

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