Se mesmo com a confirmação de mutação genética concordante, o casal decidir manter a ideia de engravidar, a recomendação médica é a Fertilização In Vitro (FIV), uma técnica de reprodução assistida, mais conhecida como 'Bebê de Proveta'. Os embriões são desenvolvidos até certo ponto in vitro e depois eles passam por uma testagem. ''Fazemos uma análise genética de uma célula que é coletada do embrião para identificar se ele é geneticamente saudável. Descartamos aqueles que apresentarem as mutações que determinam a doença em questão e selecionamos apenas os saudáveis para fazer a transferência'', detalha o urologista Rodrigo Pagani.
Segundo o médico, não existe nenhuma lei ou recomendação do Conselho Federal de Medicina que impeça a seleção de embriões se existir uma doença relacionada. ''Eu não posso fazer uma seleção levando em consideração o sexo do embrião, por exemplo. Mas como estamos falando de uma doença que inviabiliza a vida ou compromete muito a qualidade de vida do bebê, não há problemas'', destaca.
Pagani destaca que para que o embrião seja descartado, ele precisa apresentar mutações genéticas para doenças que são incapacitantes. ''Em geral estas doenças causam a morte antes do primeiro ano de vida ou limitam muito a vida da pessoa. O que vai definir se o embrião será ou não descartado é a gravidade da doença que ele apresenta'', explica. Conforme o médico, os testes nos embriões já estão incluídos no valor dos testes genéticos do casal.
Para o urologista, estes testes genéticos podem ser vistos como um tratamento preventivo de determinadas doenças. ''Daqui muitos anos talvez nós tenhamos uma geração de pessoas mais saudáveis. A ideia é fazer com que os erros genéticos, que acontecem por inúmeras razões, sejam minimizados'', destaca. (M.A.)

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