Segunda doença infecciosa que mais mata no mundo
Todos os anos cerca de oito milhões de pessoas são diagnosticadas com tuberculose no mundo e mais de um milhão de óbitos são registrados por conta da doença. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a tuberculose é a segunda doença infecciosa que mais mata, ficando atrás apenas da Aids. Mais prevalente em países em desenvolvimento, 82% dos casos de tuberculose estão concentrados em apenas 22 países, incluindo o Brasil.
A tuberculose é transmitida por um bacilo através de gotículas de saliva. Uma vez dentro do organismo, o bacilo pode ficar incubado por vários anos. A vacina BCG permite ao organismo criar imunidade contra as formas graves da tuberculose, sem causar a doença. Ela é indicada para todas as crianças de 0 a 4 anos e faz parte das vacinas obrigatórias no Brasil. Mesmo com a imunização, porém, o micro-organismo pode começar a se multiplicar e a doença pode se manifestar em algumas situações.
"Pessoas com baixa imunidade, infectadas pelo HIV, privadas de liberdade ou em tratamento com alguns tipos de quimioterapia têm chances maiores de desenvolver a tuberculose, mesmo que tenham sido vacinadas", explica o médico tisiologista Francisco Araujo. Uma vez fora do estado de latência, o bacilo se instala geralmente no pulmão e começa a fazer lesões.
Ao contrário do que muitos imaginam, a tuberculose não é uma doença exclusiva do pulmão. "Ela pode afetar diversos órgãos do corpo, como os ossos, que além de provocarem dor, ficam mais frágeis; a pele, cujas lesões podem virar úlceras; o cérebro e até mesmo os olhos, levando o paciente à cegueira temporária", salienta o médico. Ele acrescenta que a forma extrapulmonar da doença é mais difícil de ser diagnosticada e não é transmissível, mas deve ser tratada porque compromete a saúde do indivíduo. (M.A.)




