Saúde reforça cuidados para evitar febre amarela no PR
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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018
Reportagem Local 

Curitiba - Com os surtos de febre amarela pelo Brasil, a secretaria estadual de Saúde reforça os cuidados para evitar que a doença atinja o Paraná. "A orientação principal é incentivar a prevenção por meio da vacinação. Conversar com famílias, amigos e colegas de trabalho para lembrarem da importância de tomar a vacina e ficar protegido", explica a superintendente de Vigilância em Saúde, Júlia Cordellini, que participou de uma videoconferência com as 22 regionais de saúde do Estado.
Foram repassadas orientações referentes à prevenção, vigilância e assistência. O objetivo é organizar e articular o trabalho realizado nos 399 municípios.
O Paraná não está fracionando as doses da vacina contra a febre amarela, como acontece em outros estados. É necessária apenas uma dose da vacina para garantir a imunidade por toda a vida. A vacinação está disponível em todas as cidades. Ela é indicada para crianças a partir dos 9 meses e adultos até os 59 anos.
O alerta principal é para pessoas que residem em áreas de matas e rios ou que fazem atividades como trilhas, pesca e acampamentos. Quem for visitar esses locais deve procurar a unidade de saúde pelo menos 10 dias antes da viagem. Esse é o tempo necessário para garantir a devida imunização contra a doença.
Para gestantes, mulheres que amamentam, crianças até 9 meses de idade, adultos maiores de 60 anos, pessoas com alergia grave a ovo ou imunodeprimidos a recomendação é que só sejam vacinados com indicação médica. As informações são da secretaria estadual de Saúde.
ÚLTIMO CASO
O último caso de febre amarela autóctone confirmado no Paraná foi em 2008, em Laranjal (centro). Com relação a óbitos, os últimos também ocorreram no mesmo ano em Maringá (caso importado) e Laranjal.
Além da vigilância de casos, o Estado também realiza a vigilância do óbito de macacos e coleta de mosquitos. Apenas em 2017 foram investigados 182 pontos em 89 municípios, o que corresponde a 22,3% do território estadual. O último inquérito foi realizado no mês de dezembro e, até agora, todos os resultados foram negativos para a presença do vírus.
"Investigamos quaisquer possíveis rumores sobre a morte de macacos ou notificações da doença. A comunicação em sintonia entre os serviços e a investigação ocorrendo em tempo hábil são ferramentas fundamentais para evitarmos a doença no Paraná", informa a chefe da Divisão de Controle de Vetores, Joseana Cardoso.
ATENÇÃO PRIMÁRIA
Os profissionais da Atenção Primária também devem estar atentos a qualquer sintoma ou sinal da febre amarela. "Todas as equipes das unidades de saúde, incluindo os agentes comunitários, devem informar a Secretaria da Saúde sobre qualquer possível caso da doença", orienta a chefe do departamento de Atenção às Condições Crônicas, Márcia Steil.
Os profissionais de saúde que atenderem pacientes com a suspeita de febre amarela devem notificar imediatamente a Secretaria Municipal de Saúde e o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Paraná. A notificação pode ser feita pelo telefone (41) 3330-4567 ou pelo plantão (41) 99117-3500. Os mesmos órgãos também recebem notificações sobre a morte de macacos.

