O café da manhã na casa da fisioterapeuta Ana Rosa Videira Alves Strini, 28 anos, é levado a sério. Preocupada com o bem-estar físico e mental dos filhos Luís Guilherme, 5, e Gabriel, 9 meses, ela segue à risca o que aprendeu com a mãe dela, que sempre teve como hábito preparar uma farta mesa na primeira refeição do dia.
''Todos os dias tem café da manhã em casa. O Luís Guilherme opta por tomar um leite com um pãozinho ou cereais e o Gabriel mama e come uma fruta. Confesso que é um pouco complicado sentar à mesa para o café porque cada um acorda em um horário. Mas quando não dá, primeiro tomo café com o caçula e depois atendo o Luís Guilherme que acorda mais tarde. Meu marido acaba sempre fazendo esta refeição sozinho porque é o primeiro que levanta'', diz.
Para Ana Rosa, além da preocupação com a saúde dos filhos, o objetivo é fazer com que todos se sentem à mesa juntos. ''Acho a refeição mais importante, por isso tem que ser feita em família. Parece que o dia rende mais e ficamos muito mais dispostos. Quando acordamos nosso metabolismo está lento, pois queima menos calorias durante a noite, e após o café da manhã o metabolismo acelera para iniciar o processamento dos alimentos'', observa.
Esclarecida sobre a importância de ensinar as crianças a comerem alimentos saudáveis, a fisioterapeuta insiste com os filhos para que eles possam se habituar com a alimentação mais natural possível.
''A criança só vai gostar de coisas saudáveis se a mãe não desistir de oferecer. Claro que se eu oferecer uma bolacha recheada ou uma fruta, eles vão querer uma bolacha, mas eu só ofereço a fruta. Dou nomes aos alimentos como 'arvorezinha' (brócolis, couve-flor), uso a imaginação para incentivar o consumo de frutas e procuro sempre cortá-las para facilitar'', afirma Ana Rosa. ''Qualidade de vida é viver bem. E para viver bem temos que comer bem. Ser mãe é sempre desejar o melhor para nossos filhos, mas o melhor nem sempre é o mais gostoso'', completa. (F.B.)

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