Depois que terminou um relacionamento de sete anos, a secretária executiva Telma Andrade (nome fictício), 36 anos, resolveu congelar seus óvulos para garantir seu futuro reprodutivo. Ela conta que a preocupação com a fertilidade limitada normal da mulher foi o que a motivou a tomar a iniciativa. ''Após o término do relacionamento, vendo o desespero, minha família apoiou totalmente a minha decisão de congelar óvulos. Isso me trouxe alívio e segurança sobre o meu futuro reprodutivo'', afirma.
O procedimento de estimulação, coleta e congelamento dos óvulos foi realizado com sucesso. Hoje, Telma tem doze óvulos congelados que, a qualquer instante, podem ser usados para gerar filhos. ''Acho que todas as mulheres acima de 30 anos devem se preocupar e discutir com o seu médico a possibilidade de se utilizar os métodos atuais para preservação da fertilidade. Não adianta procurar o médico com o objetivo de iniciar uma família aos 44 anos de
idade, uma vez que a chance de engravidar espontaneamente será bastante diminuída'', diz.
O desejo de ser mãe sem risco à saúde do bebê fez com que a dentista Carla Rezende (nome fictício), 42 anos, optasse por uma ''ovodoação'' - ela submeteu-se à fertilização in vitro usando óvulos congelados obtidos de doadoras. A dentista conta que a família do marido apoiou a decisão, pois havia muitas dúvidas sobre a qualidade dos óvulos disponíveis na sua idade.
''Decidimos fertilizar óvulos de mulheres mais jovens e saudáveis com espermatozóides do meu marido. Isso resultou em gêmeos perfeitos, que nasceram saudáveis. Hoje estou muito feliz'', diz. (F.B.)

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