Respeito à realidade de cada mulher
Quando a empresária Carla Fuganti se descobriu grávida, ela já sabia que muita coisa relacionada à alimentação e a rotina de exercícios ia mudar. Nos primeiros meses, ela diminuiu a carga (dos pesos) na musculação, priorizou mais as repetições e trocou a corrida por caminhada.
Ela porém, deixa muito claro que esse comportamento é muito mais um reflexo da qualidade de vida do que estética. "O bebê é a prioridade. Estou focada na gravidez, sem loucuras, mas é inegável que existe um pouco da preocupação com o corpo, mesmo após o parto", afirma.
Para a psicóloga analista do comportamento em Londrina, Paula Cordeiro, tudo deve ser pensado dentro da realidade de cada mulher. "A gravidez é um período de mudanças hormonais e emocionais. A mulher vai deixar de fazer coisas e passará a lidar com muitas expectativas e ansiedade. Por isso é importante manter uma identidade, voltar um pouco o foco para si mesma. Isso é fundamental para um equilíbrio", defende.
No entanto, a psicóloga salienta que não se deve caminhar em extremos, ou seja, uma grávida sedentária não é bacana, assim como o exagero também não é. "Tem que ouvir o médico e considerar o estilo de vida de cada mulher", diz.
"Muitas pessoas estão abrindo mão da saúde para entrar em processos meio malucos de emagrecimento. Vejo que a expectativa, em especial nas gestantes que se preocupam com o peso e a aparência, acaba fugindo muita da realidade. Com isso, deixa-se de curtir uma fase de mudanças. Temos que ir olhando cada momento e responder a ele sem viver tanto no futuro", completa. (M.O.)




