Remédios retardam avanço da doença
A Doença Macular Relacionada à Idade é silenciosa. Ela não causa dor e a sua progressão pode ser lenta ou rápida e pode acometer um olho ou ambos. Se não houver tratamento, a DMRI úmida avançada pode levar à perda de visão permanente. Quando realizado na fase inicial da doença, o tratamento tem condições de controlar a perda da visão com medicações que são aplicadas no olho (intravítrea).
As drogas que retardam a doença estão no mercado desde 2004. A última delas, produzida pela Bayer Healthcare, começou a ser comercializada no Brasil em outubro de 2012. O medicamento possui componentes que impedem o crescimento de uma proteína que está relacionada ao desenvolvimento da doença. O Eylia (aflibercepte) deve ser aplicado uma vez por mês, durante um período inicial de três meses consecutivos. Após esta etapa, as injeções devem ser administradas a cada dois meses e esta é a principal diferença deste medicamento para os demais que estão disponíveis. ''Os outros medicamentos precisam ser aplicados mensalmente durante todo o tratamento, já o Eylia é utilizado com uma frequência menor, sem perder a ação'', explica o oftalmologista Michel Farah.
Os medicamentos injetáveis possibilitam a redução da velocidade de avanço da doença, mas não revertem a perda de visão que ocorreu antes do início do tratamento. ''As pesquisas estão avançando muito na área médica, em especial em torno da DMRI. Há oito anos esta doença não era prevenível e nem tratável como é agora'', salienta. (M.A.)




