Quem vê a cabeleireira Odete Lopes Moreira, de 47 anos, trabalhando e frequentando a academia não imagina que há cinco anos ela passou por momentos difíceis ao ser diagnosticada com artrite reumatoide (AR).
Na época, ela tinha 42 anos e começou a sentir dores nas articulações dos joelhos, quadril e ombros. "Achei que era cansaço, correria do dia a dia. Achava que não era nada sério e só fui descobrir a doença quando fiz exames de rotina", lembra.
Apesar do susto, a AR não era um assunto desconhecido para ela, pois há outro caso da doença na família. "O pior é saber que não tem cura, mas aprendi a conviver com isso. Tenho uma rotina de medicação e faço exercícios de musculação terapêutica supervisionada. Depois que passei a me exercitar, reduzi as dores em 80%. No primeiro mês já tive resultados satisfatórios. Hoje, já consigo ter uma rotina normal, inclusive no trabalho", afirma Odete, que entrou na academia no início do ano.
O educador físico Gabriel Bento, especialista pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) na área de exercícios terapêuticos, explica que o trabalho de fortalecimento ajuda a diminuir o impacto nas articulações nas tarefas diárias. "É preciso ser supervisionado porque muitas vezes a pessoa não tem uma consciência corporal e, além disso, o tempo de treinamento e descanso é diferenciado nesses casos, justamente para reduzir a lesão durante a execução e obter eficiência", diz. (M.O.)

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