Apesar da reconstrução mamária ser garantida por lei a toda mulher que se submete a mastectomia pelo SUS, o momento certo para o procedimento depende de fatores clínicos e psicológicos, segundo a cirurgiã plástica Paula Giordani Colpo, da Clínica da Pele Annia Lourenço, de Curitiba. Ela explica que o procedimento pode ser realizado no mesmo momento da retirada do seio ou posteriormente, dependendo do caso. "Infelizmente nem todas as pacientes submetidas à mastectomia possuem condições clínicas para serem submetidas à reconstrução mamária. Por exemplo, em pacientes em estágio avançado da doença no qual a reconstrução implique em riscos anestésicos e cirúrgicos devido ao tempo prolongado do procedimento, a reconstrução não é indicada", detalha.
O procedimento é realizado através de várias técnicas de cirurgia plástica com o objetivo de reconstruir, restaurar ou reparar a mama operada e também de melhorar a qualidade de vida da paciente, ajudando a recuperar a sua autoestima. "Existem várias possibilidades de reconstrução pós-mastectomia que podem ajudar a minimizar o impacto físico e emocional da retirada da mama".
A cirurgiã plástica ressalta ainda que "a mama reconstruída não terá a mesma sensibilidade de antes e que uma intervenção na mama saudável pode ser necessária para garantir a simetria entre as duas após a reconstrução".
Mesmo que os resultados sejam ótimos do ponto de vista físico, Paula explica que é comum que as pacientes levem um tempo para assimilar os resultados da reconstrução da mama. "O pós-cirúrgico é um momento que precisa de acompanhamento multidisciplinar em longo prazo, tanto por sua saúde física quanto emocional." (Reportagem Local)

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