Aos 82 anos, Fuad Sérgio Ferreira revela uma saúde de dar inveja a muitos. Ele pratica exercícios físicos diariamente, mas não se esquece de também treinar a mente.

Disciplinado nas consultas médicas, Ferreira conta que sempre se sentiu bem fisicamente, mas que logo após a aposentadoria passou a sentir uma limitação no sentido de memorizar fatos e dados e até fazer leituras diárias. "Como se fosse uma preguiça mental", descreve.

O geriatra Alexandre Busse explica que a fase da aposentadoria traz um risco maior na diminuição do uso do cérebro. "Muitas pessoas têm mais queixas depois dessa fase, mas é porque estão usando menos o cérebro. Por isso que é fundamental buscar outras atividades, estimulando o cérebro de outras formas", salienta.

Ferreira comenta que sempre foi muito ativo, se dedicando ao comércio durante 40 anos. "Eu estava realmente sentindo falta de fazer algo. Foi então que fiquei sabendo sobre as aulas de ginástica para o cérebro", conta ele, que frequenta curso especializado há três anos.

"Tenho mais disposição para ler, estudar e até conversar. Aprendi a gostar de todos os jogos que trabalham com a mente. Saio das aulas com a cabeça em ebulição, me sentindo até mais jovem", diz, aos risos.

A educadora e franqueada do curso Supera – Ginástica para o Cérebro, em Londrina, Mariele Cestari Esteves, diz que a unidade conta hoje com cerca de 100 alunos, a partir dos 6 anos. Ela explica que as aulas têm o objetivo de estimular o cérebro como um todo, ajudando os alunos a melhorarem o nível de concentração, atenção, pensamento lógico matemático e a memorização.

De acordo com ela, ao melhorar esses níveis todo aprendizado é facilitado, seja de um idioma, instrumento musical ou mesmo um esporte. "A ideia é que a pessoa tenha mais fluidez cerebral e de forma integrada para receber todo esse conhecimento", aponta.

Além dos exercícios mentais, é fundamental adotar bons hábitos, como alimentação equilibrada, prática de atividades físicas e evitar o tabagismo e etilismo. Além disso, ter boas noites de sono, ambientes organizados e boa vida social também são indispensáveis para uma boa saúde cerebral. (M.O.)

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