Recaídas atingem 50% dos que tentam parar de fumar
O debate envolvendo o tabagismo é considerado de extrema relevância entre a comunidade médica que está diretamente à frente dos consultórios onde fumantes buscam tratamento para abandonar o vício. O médico cardiologista do Centro do Coração de Londrina, Willyan Nazima, especialista em tratamento do tabagismo, lembra que o cigarro ainda é a maior causa de morte do mundo e também o maior responsável pela incapacidade do indivíduo. ''Sabemos que em todo o mundo a prevalência está diminuindo, mas em alguns países subdesenvolvidos o índice ainda aumenta'', diz.
''Um estudo realizado em mais de 50 países envolvendo cerca de 200 mil pessoas confirmou que o tabagismo contribui nove vezes mais para doenças como pressão alta, diabetes, hepatite e obesidade em relação aos não fumantes. Datas como essa (Dia Nacional de Combate ao Fumo) são importantes para relembrar os malefícios do cigarro e incentivar os que já abandonaram o vício. A recaída chega a 46% em um ano, é um dado bastante alto'', diz.
Segundo o médico, entre 70% das pessoas que tentam parar de fumar, somente 4% delas conseguem sem ajuda de tratamento. Para o médico, ainda faltam políticas públicas voltadas à faixa etária mais jovem, além de estudos que possam comprovar como anda a prevalência do consumo entre os jovens. Ainda assim, Nazima reforça que a média de consumo entre a população brasileira gira em torno de 19%. E o que mais preocupa os especialistas é, principalmente, o índice de recaídas entre os indivíduos que tentam abandonar o vício - em torno de 50%.
''Essa recaída acontece em até um ano do início do tratamento. Os eventos que relembram a socidedade sobre a importância do combate ao fumo são extremamente importantes. Sentimos uma maior procura nos consultórios e também serve de incentivo aos ex-fumantes que se sentem reintegrados à socidedade com mais qualidade de vida'', finaliza. (F.B.)




