Qualidade na primeira infância
''Mãe, compra cenoura, vai. E não esqueça de trazer acelga e alcachofra''. A jornalista Katia Michelle Pires já está acostumada aos pedidos da filha, Helena Medeiros Pires, 7 anos, um dos melhores exemplos de que o gosto pela boa comida se adquire na primeira infância. Helena não cumpriu todas as etapas, como ensinam os pediatras, mas desde que parou de mamar foi incentivada para que comesse alimentos saudáveis. ''Sempre me preocupei em dar alimentos naturais para ela. Eu não era xiita, mas queria que ela aprendesse a comer bem'', diz a mãe.
Katia conta que parou de amamentá-la aos 8 meses, logo após a volta ao trabalho. Antes disso, a partir dos 6 meses, algumas mamadas começaram a ser substituídas por papinhas. ''Lembro que o médico disse que ela iria comer apenas uma colherinha na primeira vez e ela acabou comendo o pote inteiro de beterraba bem cozida. Já se mostrava aí uma bela de uma glutona'', brinca. Dois meses depois, o leite materno foi substituído por leite de soja, ao mesmo tempo em que as papinhas de frutas e legumes foram se tornando mais frequentes.
Com 2 anos de idade, Katia passou a oferecer cenoura e pepino em cubinhos como aperitivo, o que a criança adorava. Outra preocupação era introduzir alimentos novos no cardápio. ''Nós temos um acordo: é preciso experimentar coisas novas pelo menos uma vez por semana. Foi assim que introduzi o prato que hoje é o preferido dela, macarrão com espinafre'', afirma. Katia conta, ainda, que sempre inventa histórias para introduzir os alimentos. ''Alcachofra, por exemplo, contei que existia uma flor que a gente pode comer, mas que era muito difícil de achar. Quando vi no mercado, ela ficou toda contente de levar para casa e até hoje adora'', diz.
Com os hábitos criados, Katia não precisou se preocupar quando Helena entrou na escola. Para a jornalista, os alimentos naturais contribuíram bastante para a saúde de Helena, que raramente fica doente. (M.G.)




