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Londrina

Saúde

m de leitura Atualizado em 01/03/2022, 20:01

Psicóloga explica as causas e as formas de tratamento de fobias

Quando não tratado o transtorno afeta diretamente a rotina e as relações da pessoa, gerando limitações em todas as formas de convivência

PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 02 de março de 2022

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Você se assusta ao ver uma barata ou cobra, sente frio na barriga ao estar em ambientes com altura elevada, fica desconfortável ao falar em público? Essas são reações comuns quando nos deparamos com situações inesperadas ou pouco habituais. Mas quando o medo e ansiedade acabam se tornando excessivos e persistentes é um forte indício do desenvolvimento de fobia, um tipo de transtorno de ansiedade generalizada.

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|  Foto: iStock
 

Um estudo realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou que o Brasil possui, se comparado a todos os outros países do mundo, o maior número de pessoas ansiosas. São 18,6 milhões de brasileiros que sofrem com algum tipo de transtorno de ansiedade.

A coordenadora do curso de psicologia da Universidade Pitágoras Unopar, Giuliana Carmo Temple, destaca que quando não tratada a fobia afeta diretamente a rotina e as relações do paciente, gerando limitações em todas as formas de convivência.

“As fobias podem estar ligadas à interação entre fatores genéticos e ambientais, condicionados a eventos negativos relacionados a uma situação ou objeto que alteram o funcionamento do cérebro. Outro ponto que pode desenvolver este problema são as experiências traumáticas vividas na infância. Por isso é mais comum crianças e jovens apresentarem esse tipo de transtorno”, diz.

DIFERENÇAS

Temple explica que medo e fobia são coisas distintas. “O medo é um sentimento básico do ser humano em situações de perigo ou ameaça, já a fobia é um mix de sentimento causados pelo excesso de ansiedade, fazendo com que o sujeito viva em estado de alerta gerando medo constante e incontrolável em determinadas situações que vão desde um simples pensamento até chegar a um fato concreto que leva a pessoa ao estado de pânico”, alerta a psicóloga.

Dados presentes no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V) revelam que as pessoas que convivem com algum tipo de fobia são mais propensas a cometer suicídios. Entre as fobias mais comuns descritas estão: aerofobia (medo de andar de avião), aractonofobia (medo de aranha), claustrofobia (medo de lugares pequenos e fechado), catsaridafobia (medo de barata), fobia social (medo de relações humanas).

TRATAMENTO

O tratamento de uma fobia deve ser iniciado após um diagnóstico minucioso, que abranja aspectos físicos, cognitivos e psicossociais. Segundo a psicóloga a avaliação é o ponto de partida para a escolha das técnicas mais eficazes para atender às necessidades específicas de cada paciente.

 “Os principais tratamentos para esse tipo de transtorno vão desde terapia de maneira isolada até a combinação entre a terapia aliada a medicamentos em casos mais graves. Nesse processo, o papel do profissional, seja ele psicólogo ou psiquiatra é fazer com que a pessoa compreenda que é possível enfrentar seus medos e temores mais profundos para superar esse problema”, explica. (Com informações da Universidade Pitágoras Unopar)

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