"O aneurisma abdominal acontece por conta de uma fraqueza na parede da artéria e o aparecimento do problema está relacionado com elementos que constituem esta estrutura, que fica fragilizada e dilata", explica o médico cirurgião vascular Carlos Alberto M. Diniz. Segundo ele, as pessoas que têm pressão arterial não controlada, tabagistas e pessoas que possuem Doenças Pulmonares Obstrutivas Crônicas (DPOC) podem desenvolver o distúrbio de forma mais rápida. "Os hábitos de vida saudáveis são importantes para prevenir uma série de doenças, mas neste caso a alimentação não está diretamente relacionada. Sabemos que o problema tem fundo genético", salienta.
Após a dilatação da artéria, o tratamento recomendado é a cirurgia. O médico explica que ela pode ser feita de duas maneiras. "A cirurgia aberta é bastante comum, colocamos uma prótese no segmento da artéria que está dilatado. Às vezes o aneurisma está só na aorta, mas também há situações em que ele se propaga para as ramificações", explica. A cirurgia endovascular (ou fechada) é menos agressiva e possibilita a recuperação mais rápida do paciente. "Temos condições de colocar uma prótese na artéria através de uma inserção na virilha, sem precisar abrir o paciente, mas nem todos têm indicação para realizar este tipo de procedimento", destaca o médico. Ele explica que a mortalidade do paciente no procedimento endovascular é muito menor, já que o procedimento é menos invasivo.
Nem sempre o diagnóstico de aneurisma abdominal é sinônimo de cirurgia, quando o problema é identificado, mas a artéria não está dilatada o suficiente para se fazer a operação, o tratamento é medicamentoso, a fim de controlar a hipertensão. A recomendação é que neste caso o paciente faça acompanhamento periódico com ultrassom para identificar as mudanças que podem ser sofridas pela aorta com o passar dos anos. (M.A.)

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