Profissionais brigam pelo direito de fazer acupuntura
PUBLICAÇÃO
domingo, 08 de abril de 2012
<br> Agência Graffo <br> 
A decisão do Tribunal Regional Federal 1 Região, anunciada no último dia 28, que impede a pratica da acupuntura a profissionais que não sejam médicos começa a repercutir em diferentes entidades de profissionais de saúde.
De um lado, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura (CMBA) são a favor da limitação. Do outro, Conselhos Federais de Psicologia (CFP), Farmácia (CFF) e Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito) são contra. Os Conselhos contrários afirmaram que pretendem recorrer da decisão assim que ela for publicada.
O Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa), por exemplo, repudia a decisão do referido Tribunal e já estuda medidas judiciais para reverter a decisão em grau de recurso aos Tribunais Superiores (STJ e STF). O CFFa espera restabelecer imediatamente, por meio de medida liminar, um direito que sempre foi de todos os profissionais da área de saúde e argumenta que a acupuntura é uma tradição milenar chinesa e não um ramo da medicina tradicional brasileira.
Portanto, o CFFa vai tomar todas as medidas necessárias para garantir a prática da acupuntura a todos os profissionais capacitados para exercê-la.
Na decisão da Justiça somente os médicos poderão exercer a acupuntura, a tradicional técnica chinesa que finca agulhas na pele para tratar problemas de saúde. Na visão do CFM, a acupuntura é ''uma especialidade da medicina, assim como, por exemplo, a pediatria, a cardiologia e a psiquiatria''.
Desde 2001, o CFM tentava impedir que psicólogos, farmacêuticos e fisioterapeutas exercessem a técnica. Na primeira instância, os médicos tinham perdido a batalha na Justiça

