Profilaxia pós-exposição de risco
Há um ano em vigor no Brasilá, a nova diretriz do Ministério da Saúde que recomenda profilaxia pós-exposição de risco para casos de relações sexuais ocasionais já beneficiou 74 paranaenses. A nova determinação começou a vigorar em outubro do ano passado e já atendeu pelo menos 700 pessoas no Brasil.
A profilaxia é uma forma de prevenção da infecção pelo HIV, usando os medicamentos que fazem parte do coquetel para pessoas que possam ter entrado em contato com o vírus pelo sexo sem camisinha. Esses medicamentos precisam ser tomados por 28 dias, sem parar, para impedir a infecção pelo HIV, sempre com orientação médica.
Ronaldo Hallal, coordenador no Núcleo Cuidado e Qualidade de Vida (CQV) do Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, explica que a técnica é regulamentada desde 2006 para casais estáveis sorodiscordantes (quando uma pessoa tem o HIV e a outra não), para profissionais da área da saúde (quando sofrem algum acidente com material biológico e que podem ter algum tipo de contato com o vírus) e também mulher vítima de violência sexual.
''A determinação é que a pessoa use o medicamento nas primeiras 72 horas após a suposta exposição com o vírus. Essa recomendação é adotada nos Estados Unidos, Argentina, países europeus, e no ambiente das respostas internacionais sobre a AIDS é um procedimento bastante aceito'', diz.
O coordenador ressalta que ''a estratégia central de prevenção recomendada pela política brasileira é a adoção de práticas seguras com o uso de preservativos''. ''O que temos observado é que existe um aumento de práticas desprotegidas nos últimos anos, especialmente entre os jovens. Por isso, se não tivermos outras estratégias, outras pessoas vão continuar se infectando. Nesse sentido é que entra a profilaxia pós-exposição sexual. Se uma pessoa, por alguma razão qualquer não tiver usado ou tiver tido algum acidente como rompimento do preservativo, essa é uma forma de evitar a transmissão'', reforça. (F.B.)




