Professora passa a dar aulas sobre o assunto
Há seis anos a professora Lindelma Furtado de Melo Chionpato, de 51 anos, percebeu que tinha um pequeno inchaço em uma das mamas. Ela notou a diferença após o banho e decidiu mostrar para a sua ginecologista, já que tinha uma consulta agendada em poucos dias. ''Era como o inchaço provocado pela picada de uma formiga, mas sem aquela vermelhidão, era realmente muito sutil, eu não dei muita importância'', afirma.
Após olhar a lesão, a ginecologista pediu que Lindelma fizesse uma mamografia naquele mesmo dia e levasse o resultado a um mastologista. ''Quando cheguei no consultório deste médico ele já me deu o diagnóstico de câncer, então eu comecei a fazer vários exames para detectar o tamanho e a proporção do problema'', comenta. O câncer de Lindelma tinha um centímetro e três milímetros quando foi descoberto. ''Eu tive a sensação de ficar sem chão, o médico foi muito firme e a cirurgia foi feita 30 dias após o diagnóstico'', lembra.
Para Lindelma, o apoio da família foi fundamental em todas as fases do tratamento. Ela fez quimioterapia e radioterapia, após a cirurgia, e atualmente ainda faz sessões de quimio domiciliar para combater a doença. ''Quem tem câncer sofre preconceito, as pessoas têm medo da doença e isso é muito difícil'', desabafa.
A professora acredita que falta pouco para que os pesquisadores cheguem à cura da doença. ''O mais importante para quem descobre uma doença dessas é ter forças para lutar, o apoio da família e obedecer as orientações do profissional que está acompanhando'', ressalta. Ela acrescenta que a mamografia é feita anualmente, mas as mulheres devem fazer o autoexame todos os dias para detectar qualquer mudança na mama o quanto antes.
Lindelma se tornou uma militante na divulgação do câncer de mama e na conscientização de outras mulheres para o problema. Integrante do movimento Outubro Rosa, ela hoje dá palestras em várias cidades sobre o assunto e representa o movimento em vários eventos no País e no mundo. (M.A.)




