Professora luta para ter outro filho
A professora Cláudia (nome fictício), de 37 anos, descobriu em 2008 uma mancha no colo do útero. Na época, o médico disse que colocaria um medicamento no local e que não havia motivo para se preocupar. Dois anos depois, em consulta de rotina com outra médica, foi alertada que a lesão se encontrava em desenvolvimento. ''Ela disse que eu tinha HPV, explicou o que era e recomendou que eu iniciasse o tratamento o quanto antes porque poderia se transformar em um câncer'', recorda Cláudia.
Para a professora, apesar do HPV tratar-se de uma doença sexualmente transmissível, a aceitação do diagnóstico por parte dela e do marido foi normal. ''A infecção pelo vírus não foi dentro do casamento, ele estava incubado há muitos anos e, quando a minha imunidade caiu, ele se desenvolveu'', destaca.
Diante do diagnóstico, a professora partiu para a primeira cauterização. A lesão regrediu e foi neste momento que ela decidiu realizar o sonho de ser mãe. Apesar da trégua da doença, um ano após o nascimento da filha, Cláudia descobriu que a lesão havia voltado e estava ainda mais evoluída. ''Fiz vários exames que apontaram que uma parte do meu útero está comprometida. Já tiramos um pedaço que está apresentando o problema mas quero ter outro filho'', revela.
A professora tem consciência de que o desejo de ser mãe novamente pode não acontecer. ''Se tudo der certo, no final deste ano, eu posso tentar engravidar novamente, mas se o tratamento não surtir efeito, vou precisar retirar o útero. Eu certamente já teria feito isso se não tivesse o desejo de aumentar a família. Antes criar uma criança do que nenhuma'', conclui. (M.A.)




