Dentro de alguns meses o Hospital Universitário da Universidade Estadual de Maringá (UEM) deve começar a fazer a cirurgia de implante coclear pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente o serviço é realizado em 23 centros brasileiros e até então nenhuma cidade do interior do Paraná fazia o procedimento pelo SUS. Segundo Jeferson Cedaro de Mendonça, professor do departamento de Medicina da UEM, a expectativa é realizar pelo menos uma cirurgia por mês. "Quando fizemos o projeto, estipulamos um número modesto por estarmos começando. Quando tivermos uma equipe mais adequada, provavelmente, a quantidade de cirurgias será maior", salienta.
Conforme o médico, o procedimento é considerado de alta complexidade e para receber a indicação o paciente precisa ter um diagnóstico muito detalhado. A cirurgia só é autorizada após avaliações e exames, além de uma análise da evolução do paciente. "O que determina o tratamento cirúrgico é o fato do paciente apresentar ou não benefícios após o implante. Também é levado em conta o período de terapia fonoaudiológica que ele terá que fazer depois do procedimento", explica Mendonça, informando que o paciente passa por avaliações pré-cirúrgicas e reabilitação pós-cirúrgica.
O atendimento é multidisciplinar e para oferecer o serviço de maneira adequada o HU optou por fazer uma parceria com o Instituto da Audição, clínica especializada nesta área. O médico afirma que há uma fila de espera pelo serviço no Estado, mas é difícil estimar o número de pessoas. "Percebemos que muitas pessoas vão para São Paulo fazer a cirurgia porque lá há mais centros credenciados. Há uma demanda reprimida, mas não há uma coleta formal destes dados", afirma Mendonça. (M.A.)

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