Problema é maior entre os mais pobres
Outra participante do simpósio foi a médica Glaucia Maria Moraes de Oliveira, professora adjunta do Departamento de Clínica Médica da Disciplina de Cardiologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Segundo ela, os fatores de risco de doenças não transmissíveis estão ligados a status socioeconômico, muitas vezes afetando desproporcionalmente as populações vulneráveis. ''Oitenta por cento das mortes por doenças cardiovasculares ocorrem em países de baixa e média renda'', alerta.
A especialista observou que, em 2020, a expectativa é que 14,3 milhões de pessoas morram por infarto e AVC nos países em desenvolvimento, contra a expectativa de 4,9 milhões de mortes nos países desenvolvidos.
Os participantes do fórum enfatizaram que tabagismo e obesidade são mais comuns entre a população de menor escolaridade. Além disso, maiores níveis de atividade física no lazer e o consumo recomendado de frutas e verduras (cinco porções por dia, cinco ou mais vezes por semana) foram encontrados entre aqueles com níveis mais elevados de educação formal (12 ou mais anos de escolaridade). (C.A.)




