PRIORIDADE PARA SAÚDE
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 10 de dezembro de 2003
Simone Albieri<BR>Reportagem Local 
Londrina administra, atualmente, 51 unidades básicas de saúde (UBS), 38 delas localizadas na zona urbana e 13 na zona rural. Nestes centros, atuam mais de dois mil profissionais entre médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e agentes comunitários e são feitos, mensalmente, mais de 40 mil consultas. Neste ano serão gastos cerca de R$ 110 milhões em saúde, o terceiro maior orçamento do município, destaca o secretário municipal da saúde, Silvio Fernandes da Silva.
Segundo o secretário, as expectativas para o ano de 2003 foram plenamente atingidas. Nossa meta era ampliar a capacidade de atendimento da rede municipal, melhorar a infra-estrutura das UBS e capacitar os profissionais para que os pacientes recebam sempre o melhor tratamento possível. Para 2004, o objetivo é entregar 18 UBS, entre novas e ampliadas, além do Pronto Atendimento Adulto e do Centro de Apoio Psicossocial, que exigiram investimentos da ordem de
R$ 1 milhão.
Seguindo as tendências mundiais, o município conseguiu, nos últimos anos, amenizar o índice de mortalidade infantil. Em 2000, o percentual era de 13,9, enquanto que em 2002, caiu para 10,88.Neste ano, ampliamos o programa Saúde da Família, que agora conta com 100 equipes em toda Londrina. Além disso, o número de agentes da dengue foi acrescido em 40%, fazendo um total de 266 funcionários trabalhando na campanha contra a doença, detalhou Silva. A cidade enfrentou no ano passado uma epidemia da doença.
As 32 clínicas odontológicas realizaram mais de 64 mil atendimentos mensais. O sistema de saúde londrinense conta ainda com um laboratório (Centerlab), a Maternidade Municipal Lucilla Ballalai, um Pronto Atendimento Infantil (PAI), uma Unidade Móvel de Saúde (Unimos) e dispõe do Sistema de Internação Familiar (Médico da Família). Os 16 hospitais da cidade ofertam 1.440 leitos à população. No Hospital Universitário (HU), que funciona pelo Sistema Único de Saúde (SUS), cerca de 12 mil pessoas são atendidas por mês. O HU possui 333 leitos, sendo 29 na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Já na Santa Casa de Londrina, que conta com 206 leitos, sendo 29 UTIs, 10 mil pessoas são atendidas mensalmente. O Hospital Infantil possui 52 leitos, destinando 70% para o SUS. Possui 10 UTIs e presta em média três mil atendimentos por mês. No Hospital Evangélico são 103 leitos destinados para o SUS. No período de janeiro a outubro deste ano, eles foram ocupados por 2.937 pessoas, com uma média de permanência de seis dias no hospital. O total de atendimentos no mesmo
período foi de mais de 12 mil pacientes.
Cerca de R$ 5 milhões são gastos mensalmente com a saúde pública em Londrina, segundo a diretora de planejamento da Secretaria Municipal de Saúde, Rosângela Libanori. Em gêneros, são realizadas mais de quatro mil internações, 93 mil consultas (incluindo os postos de saúde), 15 mil exames de raio-X, 900 mamografias, 4.200 ultrassonografias, 150 ecocardiogramas, 17 mil exames entre eletrocardiogramas, endoscopias e oftamológicos,
17 mil sessões de fisioterapia, cinco mil radioterapias, 800 quimioterapias, sem falar das patologias clínicas, que
chegam a 130 mil. (Colaborou Mariana Guerin)

