''Há um amplo consenso de que a prevenção será a melhor maneira de controlar a doença de Alzheimer'', diz o cientista Steven Younkin. ''Do meu ponto de vista, variantes comuns como a APOE 4 e variantes 'goldilocks' como a R47H do TREM2 são importantes porque elas podem ser usadas, principalmente, para identificar muitas pessoas saudáveis, com alto risco de contrair a doença de Alzheimer, que poderiam ser apropriadas para estudos clínicos sobre a prevenção.
''Pacientes cuja doença de Alzheimer é originária de variantes genéticas de alto risco irão transmitir essas variantes a seus filhos. Sabemos agora que leva muito tempo para a patologia da doença de Alzheimer produzir sintomas, de forma que a prevenção em crianças que recebem essas variantes seria iniciada, idealmente, quando a doença é diagnosticada em qualquer de seus pais''.
''A variante encontrada em nosso estudo identifica um novo e fascinante gene da doença de Alzheimer, o TREM2, que está envolvido com o sistema imune'', diz a pesquisadora Rosa Rademakers. ''Isso se encaixa bem com outras evidências que ligam o sistema imune à doença de Alzheimer, mas estudos adicionais são necessários para estabelecer o que a R47H age, de fato, alterando a função imune. Felizmente, essa variante altera um aminoácido no TREM2 e isso vai facilitar muito os estudos biológicos que virão a seguir'', declara.

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