Uma pesquisa realizada pelo Instituto Oncoguia, em parceria com a Bayer, avaliou como os brasileiros percebem o câncer de fígado. O estudo foi realizado no último dia 17 de março e ouviu 1.500 pessoas, sendo 64% de mulheres e 36% de homens, com idades entre 18 e 65 anos, em cinco capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife e Porto Alegre.

Apesar de 53% dos entrevistados afirmarem conhecer o câncer de fígado, 61% ignoram os sintomas e 59% desconhecem os fatores de risco para a doença. Setenta e seis por cento deles relacionam o consumo de álcool com o carcinoma hepatocelular, o que é uma verdade, mas 56% não o relacionam com a doença e mostraram desconhecer outros fatores de risco, como as hepatites B e C. O estudo identificou ainda que 44% do público pesquisado não sabem qual é o tratamento e metade não tem ideia de como é feito o diagnóstico.

A psicóloga e presidente e diretora executiva do Instituto Oncoguia, Luciana Holtz, avalia que os resultados deixam claro que a população precisa ter mais acesso à informação sobre o câncer de fígado, abrangendo sintomas, diagnóstico e tratamento. "A maioria dos casos é descoberta com a doença em estágio avançado e isso tem impacto direto no uso das terapias e na sobrevida dos pacientes."(S.S.)

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