Atualmente o diabetes mata mais do que o trânsito e quatro vezes mais do que a AIDS no mundo. A situação é preocupante no Brasil, que figura como o quarto país em número de pessoas com a doença.
Embora a maior parte dos pacientes tenha mais de 40 anos, a incidência do diabetes tipo 2 em pessoas mais jovens vem aumentando a cada ano. Para identificar o quanto as pessoas conhecem sobre a doença e quais são os hábitos de saúde da população, a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) encomendou ao Ibope uma pesquisa com o público de cinco capitais brasileiras.
De acordo com a pesquisa, 99% dos entrevistados ouviram falar sobre a doença, 51% afirmaram ter um familiar com diabetes, 18% disseram ter tido suspeita de diabetes ou hiperglicemia, e 9% se declararam diabéticos. O estudo mostra que as pessoas estão familiarizadas com a doença, mas ainda há muito desconhecimento em torno do assunto. Um terço dos entrevistados que declararam ter diabetes não souberam informar que tipo da doença têm, 29% disseram ter o tipo 2 e 37% afirmaram que têm o tipo 1. No entanto, os especialistas afirmam que o tipo 2 representa 90% dos casos.
Também há desinformação sobre as causas da doença. Apesar de 85% dos pacientes saberem que a doença tem prevenção e de 87% afirmarem que ela está relacionada à ingestão de açúcar, apenas 37% afirmaram que a ingestão de gorduras predispõe à doença e só 30% dos entrevistados apontaram a atividade física regular como um fator de prevenção do diabetes. O peso saudável foi um item apontado por 21% dos pacientes, mas apenas 13% afirmaram que uma alimentação rica em fibras é fundamental e 11% declararam que não fumar também é uma forma de prevenção.
Outros números levantados pela pesquisa mostram que 70% dos entrevistados sabem que a doença não tem cura, e 93% disseram que ela pode levar a morte.
O levantamento aponta que as pessoas sabem que a doença é grave, mas não conhecem o tratamento. Segundo o Ibope, 65% das pessoas acham que o tratamento é feito com restrição na dieta, e apenas 28% apontaram a atividade física como parte importante do tratamento. Para 32% dos entrevistados, a parte mais difícil do tratamento é seguir a dieta alimentar, 25% acreditam que o mais complicado é fazer o controle do açúcar no sangue e 21% consideram que o que mais incomoda é a ingestão de medicamentos. (M.A.)

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