PÍLULAS
Canadá - Daqui a cinco anos, tratamentos com injeções diárias podem ser coisa do passado. Pesquisadores dos EUA criaram um microchip que libera a dose certa de remédio rapidamente na corrente sanguínea e pode ser controlado via wireless pelo médico. A necessidade de injeções frequentes traz inconvenientes para os pacientes e é uma das principais causas de abandono de tratamento. O microchip pode libertar os pacientes das agulhas e da preocupação frequente com o horário das medicações. É uma grande mudança, disse Robert Farra, presidente da empresa que desenvolveu o projeto em junto com o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussetts) e a Faculdade de Medicina de Harvard.Do tamanho de uma unha e implantado abaixo da linha da cintura, o chip pode ser colocado no consultório médico, com anestesia local. A novidade foi apresentada na reunião anual da AAAS (Sociedade Americana para o Progresso da Ciência), em Vancouver (Canadá). Os cientistas esperam que em 2014 já seja possível pedir a liberação das agências reguladoras e, se tudo der certo, o tratamento pode estar disponível até o fim de 2017.
São PauloO governo federal liberou mais uma opção de tratamento para crianças e adolescentes com leucemias mieloide crônica e linfoblástica aguda. A partir de agora, os médicos da rede pública podem prescrever o medicamento Glivec em casos pediátricos das duas doenças. Atualmente, o remédio é indicado somente para adultos. Uma pesquisa feita pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) e o Centro Infantil Boldrini apontou resultado positivo para o Glivec no tratamento de crianças e adolescentes diagnosticados com as leucemias. Após os testes e duas consultas públicas, o Ministério da Saúde decidiu incluir o remédio, com princípio ativo mesilato de imatinibe, na lista de medicamentos para o público infanto-juvenil. As orientações para o uso do Glivec em crianças e adolescentes foram publicadas esta semana no Diário Oficial da União. O remédio é distribuído pelas secretarias de Saúde aos hospitais oncológicos públicos ou conveniados ao SUS (Sistema Único de Saúde.
A Comissão de Tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) divulgou que apoia a indicação de medicamentos de reposição de nicotina para o tratamento do tabagismo. Esses remédios formulados à base de nicotina, responsável pela dependência química dos fumantes, vêm sendo utilizados desde 1984 em diversos países e com eficácia comprovada por diversos estudos científicos. Os pneumologistas recomendam o uso destes medicamentos por duplicar as chances de o fumante parar de fumar (associados ao aconselhamento cognitivo-comportamental), além de reduzir o desconforto dos sintomas da abstinência. Além disso, estudos afirmam que os repositores de nicotina são eficazes pelo custo-efetivo e facilidade de administração, em diversas situações clínicas cotidianas, inclusive em pacientes hospitalizados ou com distúrbios psiquiátricos.




