PÍLULAS
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou recentemente uma nova terapia para redução do risco de acidente vascular cerebral (AVC) em pacientes com fibrilação atrial e para tratamento do tromboembolismo venoso, a rivaroxabana. O medicamento é o único anticoagulante oral aprovado no Brasil que oferece os benefícios de baixa interação medicamentosa, nenhuma interação alimentar e não necessidade de monitoramento da coagulação sanguínea. A rivaroxabana é um anticoagulante oral que foi descoberto nos laboratórios da Bayer HealthCare, em Wuppertal, na Alemanha e encontra-se no mercado sob a marca Xarelto. O derrame cerebral e o tromboembolismo venoso estão entre as principais causas de morte cardiovascular em todo o mundo. No Brasil, cerca de 129 mil pessoas morrem todos os anos em decorrência de um AVC. Já o tromboembolismo venoso afeta de uma a duas pessoas a cada 1 mil habitantes do País.
A Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) iniciou este mês a distribuição do primeiro manual de atenção integral ao pé diabético. O livro será distribuído para especialistas que trabalham com diabéticos com o objetivo de ajudar no diagnóstico e orientação precoce de problemas nos pés. Além do livreto, a SBACV reitera junto ao Ministério da Saúde a proposta de implantação de um programa de profilaxia da doença em toda a rede pública, entregue em outubro ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Estima-se que cerca de 15% dos diabéticos deverão apresentar úlceras nos pés durante sua vida e entre 14% a 24% desses terão feridas crônicas que evoluirão para amputação, de acordo com estudo da Associação Médica de Podiatria Americana. Cerca de 50% dos que sofreram amputação têm risco de morrer em cinco anos. De acordo com dados do Data/SUS de 2005 a 2011, estima-se que o índice de amputações no Brasil seja de 42 mil ao ano.
Washington Gomas de mascar, adesivos e sprays nasais que repõem nicotina não ajudam os fumantes a deixar de fumar em longo prazo em comparação com aqueles que tentam enfrentar o tabagismo sozinhos, destacou um estudo publicado na última semana. A pesquisa, realizada pela Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard, acompanhou 787 adultos no estado de Massachusetts que pararam de fumar recentemente e descobriu que, ao longo do tempo, cerca de um terço sofreu recaída, tanto no grupo que fez a terapia de reposição de nicotina (TRN) quanto no que deixou o cigarro sem o apoio de nenhum outro procedimento. Não só houve taxas de recaída entre os mesmos que usaram TRN e aqueles que não usaram, como o estudo demonstrou que fumantes com alta dependência que fizeram uso da TRN sem o apoio de uma terapia profissional mostraram ser duas vezes mais propensos a sofrer recaída do que aqueles que não a utilizaram. (France Presse)




