PÍLULAS
Estudo questiona uso de vitaminas
Washington - A grande maioria das pessoas não tem necessidade de tomar suplementos vitamínicos e a ingestão destes compostos pode representar um risco maior de morte em mulheres idosas, segundo um estudo publicado recentemente na Archives of Internal Medicine, periódico da Associação Médica Americana. Segundo a pesquisa, entre os suplementos estudados, o ferro se destacou como o que gera maior preocupação, enquanto o cálcio parece vinculado a um risco reduzido de óbito. Uma vez que cerca da metade dos americanos ingere algum tipo de vitamina, o estudo visa a examinar se a indústria dos suplementos, de US$ 20 bilhões, tem algum efeito em prolongar a expectativa de vida em uma população com boa nutrição. Os cientistas confirmaram a teoria de que os suplementos não estão ajudando as pessoas a prolongar a vida. Mas os motivos para um risco ampliado da mortalidade não ficaram claros. Não podemos recomendar o uso de vitaminas e suplementos minerais como medida preventiva, pelo menos não para uma população bem nutrida, concluíram. (France Presse)
Ver sempre o lado bom
pode não ser benéfico
Paris - Se você é daqueles que sempre vê uma luz no fim do túnel, cuidado, poder ser um trem vindo na direção contrária. Pelo menos é o que diz um estudo, publicado na última edição da revista Nature Neuroscience, segundo o qual a nossa bem conhecida propensão a ver a vida com lentes cor de rosa pode ser ruim no que diz respeito a guardar alertas de risco em uma parte-chave do cérebro. Tali Sharot, professora do University College de Londres, e seus colegas monitoraram 19 indivíduos com um escâner de ressonância magnética funcional (fMRI), enquanto eram confrontados com situações cotidianas, variando de catastróficas a desagradáveis. Sharot disse que o trabalho demonstrou que o otimismo desenfreado traz riscos imperceptíveis. Ver o copo meio cheio ao invés de meio vazio pode ser algo positivo; pode diminuir o estresse e a ansiedade e ser bom para nossa saúde e bem-estar, afirmou. Mas também pode significar que estamos menos propensos a tomar ações preventivas, tais como praticar sexo seguro ou economizar para a aposentadoria, explicou. (France Presse)




