Uma nova técnica desenvolvida no Instituto do Coração (Incor), em São Paulo, poderá dobrar o número de pulmões disponíveis para transplantes. O método permite recuperar órgãos que normalmente seriam descartados e usá-los em pacientes. O transplante de pulmão é um transplante onde nós conseguimos apenas uma quantidade pequena de órgãos, diz o chefe de Cirurgia Torácica e Transplante Pulmonar do Incor, Fabio Jatene. Segundo o médico, isso ocorre porque o órgão respiratório se deteriora rapidamente. Com o procedimento que foi recentemente aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa, vinculada ao Ministério da Saúde, para ser usada em pacientes, Jatene espera que o aproveitamento suba de 10% para 15% e até 20% dos órgãos disponíveis. O médico ressaltou, no entanto, que os pacientes poderão optar por receber um órgão recondicionado, ou esperar por um pulmão que esteja naturalmente em boas condições. (Agência Brasil)
Proteína pode agir contra doenças gastrointestinais
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Um estudo publicado na revista Nature pode ser o ponto de partida para a cura de doenças inflamatórias do trato gastrointestinal, como a colite ulcerativa e a doença de Crohn. O artigo, que tem como segundo autor um pesquisador brasileiro, descreve o duplo papel da proteína BID, capaz de modular eventos a favor e contra a apoptose (morte celular programada). No processo de morte celular, a molécula BID é clivada pela enzima caspase-8, a qual ativa a ação pró-apoptótica de BID, levando a danos na mitocôndria que culminam no encolhimento celular e condensação da cromativa, eventos que caracterizam a apoptose, disse Ricardo Corrêa, pesquisador sênior do Sanford-Burnham Medical Research Institute. Ao penetrar nas células saudáveis do corpo, as bactérias gram-positivas e negativas , segundo o pesquisador, dão início a um processo infeccioso. Para fazer com que as células sobrevivam à infecção, as NODs 1 e 2 iniciam um contra-ataque, ativando uma cascata de sinais para a produção de citocinas e, assim, proteger as células, explicou Corrêa. (Agência Fapesp)
Biotecnologia na internet A Sociedade Brasileira de Genética (SBG) lançou o site Saiba mais sobre biotecnologia. Destinado ao público geral, tem conteúdo educativo e gratuito com explicação de aplicações possíveis da manipulação genética. A iniciativa tem por objetivo demonstrar que a biotecnologia não se detém aos laboratórios de institutos de pesquisa, mas que também está presente no dia a dia das pessoas. Além de promover o estudo da genética, o portal visa à popularização da ciência. O conhecimento não pode ficar apenas dentro de laboratórios e publicações especializadas, disse Carlos Menck, presidente da SBG e coordenador do Projeto Temático Respostas celulares a lesões no genoma, apoiado pela Fapesp. O conteúdo do novo site está dividido em cinco seções: Biotecnologia, Vegetais transgênicos, Animais transgênicos, Terapia gênica e Células-tronco. Mais informações: sbg.nucleoead.net/moodle.(Agência Fapesp)