PÍLULA
Rugas ajudam a prever fraturas em mulheres
A presença e a profundidade das rugas no rosto e no pescoço podem ajudar a prever os riscos de fraturas ósseas entre as mulheres, segundo um estudo americano publicado recentemente. A explicação leva em conta o fato segundo o qual o nível de proteínas contido na pele está ligado ao contido nos ossos, na opinião dos autores da pesquisa, deduzindo que se o rosto e o pescoço de uma mulher são marcados por rugas profundas, ela apresenta um maior risco de fratura, devido à perda de densidade óssea. ''Mais as rugas são numerosas, mais a densidade óssea diminui, independentemente da idade ou de outros fatores que influenciam a formação de massa óssea'', segundo a pesquisadora Lubna Pal, professora de obstetrícia, ginecologia e fertilidade da faculdade de medicina da Universidade de Yale. (France Presse)
Parkinson pode aumentar risco de câncer de pele
As pessoas que sofrem de mal de Parkinson têm até duas vezes mais riscos que o resto da população de desenvolver um tipo de câncer de pele mortal, segundo análise de 12 estudos divulgada na última semana. Segundo esta análise do Instituto Nacional de Ciências da Saúde Ambiental dos Estados Unidos, publicada no periódico Neurology, os homens afetados pelo Parkinson têm o dobro de possibilidades, em comparação com o restante da população, de desenvolver um melanoma - a forma mais perigosa de câncer de pele -, enquanto as mulheres na mesma situação são 1,5 vez mais propensas. ''Uma das explicações possíveis para este vínculo entre o mal de Parkinson e o melanoma é que os dois males poderiam ter em comum fatores de risco genéticos ou ambientais'', destacou Honglei Chen, autor da pesquisa. (France Presse)
Mais vida para pacientes com melanoma avançado
Um novo tratamento que inibe um gene cuja mutação está vinculada à metade dos casos de melanoma avançado obteve uma redução significativa do tumor em um grande número de pacientes e permitiu prolongar suas vidas, revela um estudo publicado pelo The New England Journal of Medicine. O tratamento experimental do laboratório suíço Roche, por meio de comprimidos chamados PLX4032 (vemurafenib), neutraliza o gene mutante BRAF, presente em aproximadamente metade dos melanomas, um câncer de pele. Esta terapia impede que o gene produza uma proteína que tem um papel chave no desenvolvimento do câncer, para o qual até hoje não havia um tratamento eficaz. ''Este é o primeiro tratamento eficaz para o melanoma dirigido a pacientes portadores de mutações genéticas específicas no tumor, e poderá ser uma das duas únicas terapias para prolongar a sobrevivência dos pacientes com um melanoma avançado'', destaca Dr. Paul Chapman, do centro de câncer Memorial Sloan-Kettering em Nova York e principal autor do estudo. (France Presse)
Medicamento reduz risco de câncer de mama em 65%
Uma droga antiestrogênica demonstrou uma ''promissora'' redução de 65% no risco de câncer de mama entre as mulheres pós-menopausa, indica um estudo da Faculdade de Medicina de Harvard apresentado recentemente. ''A pesquisa pode significar um grande avanço para as mulheres que apresentam maior risco de desenvolver a doença, que afeta cerca de 1,3 milhão de pacientes no mundo a cada ano, causando a morte de 500 mil'', afirmou o doutor Paul Goss, principal autor do estudo divulgado na reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, em Chicago. Um estudo clínico realizado em um grupo do Canadá mostrou que o risco de câncer de mama em mulheres na menopausa diminuiu em 65% quando as pacientes foram medicadas com exemestano, uma droga oral que reduz a produção de estrogênio, hormônio que os médicos acreditam ter ligação com o aparecimento da doença. (France Presse)
Exame para câncer de ovário não reduz risco de morte
Os exames para o diagnóstico precoce de câncer de ovário, que com frequência é detectado muito tarde, não reduzem o risco de morte, revela um estudo americano. Testes clínicos realizados com cerca de 80 mil mulheres com entre 57 e 74 anos concluíram ainda que várias foram submetidas a cirurgias desnecessárias após resultados equivocados de ecografias e exames de sangue. Assim, um exame anual não reduz a taxa de mortalidade média, ''mas aumenta o número de procedimentos médicos invasivos e os danos associados'', destaca o estudo, publicado no Journal of the American Medical Association. Segundo a investigação, existem maneiras para melhorar a detecção do câncer de ovário, como o acompanhamento de pequenas mudanças monitoradas com testes de sangue CA-125, em vez de um único estudo. Este tipo de câncer é o quinto mais fatal entre as mulheres. (France Presse)
O nível de células cancerígenas que circulam no sangue, provenientes do tumor, está relacionado com a sobrevivência dos doentes de câncer avançado de próstata, segundo um estudo clínico abre o caminho para melhorar os tratamentos. Um dos problemas que impede o progresso na luta contra o câncer é justamente a identificação de indicadores precoces confiáveis que apontem se um tratamento pode prolongar a vida de um enfermo, explicou o médico Howard Scher, diretor do serviço de oncologia urológica no Memorial Sloan-Kettering Cancer de Nova York, coordenador da pesquisa. Medir o nível destas células pode favorecer o desenvolvimento de futuros tratamentos. Estes marcadores podem ser utilizados para avaliar rapidamente a eficácia de uma nova terapia para prolongar a vida dos enfermos, ao invés de testes clínicos mais longos e caros. (France Presse)




