Pilates traz conforto para gestantes
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segunda-feira, 08 de dezembro de 2014
Micaela Orikasa<br> Reportagem Local 
Não é novidade que a prática de atividade física é a melhor receita para uma vida saudável. Mas entre as gestantes, esse sempre foi um assunto permeado de muitas dúvidas. Além disso, tempos atrás as opções de modalidades costumavam ser limitadas.
O fato é que, durante este período, a cautela e a escolha de exercícios sem impacto são realmente fundamentais, porém, muitos especialistas afirmam hoje, que os treinos podem seguir até o último dia da gestação.
Segundo o fisioterapeuta José Lima, esse é o maior mito entre as futuras mamães. Ele afirma que a maioria desacredita na possibilidade de se exercitar com a proximidade do parto. "Se não houver nenhuma alteração na gravidez, não há nenhuma contraindicação. É claro que deve-se optar pelos exercícios leves, sem impacto e que trabalhem as qualidades necessárias para o parto, que é a respiração, flexibilidade e força", explica.
Com essas recomendações, uma das modalidades que vem ganhando a atenção entre as mulheres é o pilates, que até pouco tempo atrás não era muito indicado para o tratamento de patologias ou para necessidades especiais, como o caso de uma gestação.
"De dez anos para cá, a indicação do pilates cresceu mais de 60%", comenta Lima, ressaltando que a recomendação da atividade física deve ser feita sempre por um fisioterapeuta ou um médico que acompanha a gestante.
Gabriela Grejo, de 33 anos, conheceu o pilates há 4 anos, por indicação médica em um tratamento de hérnia de disco. Ao saber da segunda gravidez parou os exercícios por algumas semanas, mas retomou a rotina com dois meses de gestação, por recomendação da ginecologista. Hoje, Luca está com cinco meses na barriga da mãe. "O pilates faz eu me sentir muito bem e por isso pretendo praticar até quando puder", declara.
Ao afirmar isso, Gabriela está se referindo aos benefícios da modalidade, que podem ser considerados completos. Isso porque promove a estabilização das articulações, consciência postural, melhora do sistema circulatório pelos movimentos de grande amplitude articular, tônus muscular e fortalecimento da musculatura abdominal e do assoalho pélvico, que sustenta o peso do útero e do bebê.
Em relação à frequência, Lima explica que vai depender da necessidade e disponibilidade de cada gestante, mas enfatiza que se o pilates for a única modalidade, deve ser praticado no mínimo duas vezes por semana.
"A associação é sempre a melhor conduta. Por exemplo, a hidroginástica também é recomendada e pode ser complementar, assim como a caminhada, se não houver nenhuma contraindicação", afirma o fisioterapeuta, citando que no caso de uma gravidez planejada, o ideal é preparar o corpo até seis meses antes, em relação a atividade física.
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