A cantora, compositora e professora de canto Cristina Tonin, de Londrina, foi diagnosticada com Linfoma de Hodgkin quando tinha 22 anos, em 1995, e fazia a faculdade de Engenharia Civil. "Quando recebi o diagnóstico, foi assustador. Você quer saber tudo sobre o que você tem. Recebi o diagnóstico em uma sexta-feira, e na quinta-feira seguinte, as informações mais detalhadas. Esse período foi o mais complicado, fiquei em suspense", recorda.
Cristina passou por 18 sessões de quimioterapia e 33 de radioterapia. "Mas foi um tratamento otimista", afirma. "A palavra câncer tem um peso bastante negativo e pouco promissor. Mas a verdade é que muita gente consegue se curar e levar uma vida normal." Após 18 meses de tratamento, curou-se da doença.
Para a cantora, hoje com 40 anos, o período difícil ajudou a reavivar uma vocação que estava adormecida. "Estudei piano até os 15 anos. Quando entrei na faculdade de Engenharia, parei de fazer música. Estava fazendo o curso quando fiquei doente. Tentei continuar, mas era muito difícil, muita medicação, o seu sistema fica todo alterado", explica. "Eu tinha passado no vestibular de Música e optei pelo curso ao invés de refazer a matrícula na Engenharia." (F.G.)

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