O pastor Ricardo Filipe Ferreira, 50, sempre teve uma vida ativa e nunca abusou do álcool, mas em agosto de 2016 descobriu que estava com cirrose hepática em estado avançado. Ele procurou ajuda médica porque sentia cansaço sem motivo aparente e, entre a consulta e o diagnóstico, passaram-se quatro meses. Além da cirrose, foi diagnosticada também encefalopatia hepática em estágio inicial, que é a perda da função cerebral causada por danos no fígado quando o órgão perde a capacidade de remover as toxinas do sangue. "A primeira pergunta que fiz à médica foi quanto tempo eu teria de vida", relembra. "Ela me disse que tinha tratamento, que eu teria qualidade de vida e fizemos acompanhamento por seis meses."

Durante esse período, novos exames diagnosticaram o câncer. Casado, pai de dois filhos e avô de três netos, Ferreira conta que sempre teve uma vontade muito grande de viver e quando a médica apontou os dois caminhos possíveis, não teve dúvida sobre o qual escolher. "Eu poderia fazer uma pequena cirurgia para retirar o nódulo, mas haveria a possibilidade de outros nódulos aparecerem, ou fazer um transplante. Estou no caminho do transplante", conta o pastor, com tranquilidade.

Para enfrentar a doença, ele tem acompanhamento nutricional, passou a cuidar mais da alimentação e ganhou qualidade de vida para esperar pelo transplante. "Quando soube da doença, minha esposa ficou muito abalada, eu fiquei preocupado, mas a gente teve uma segurança, uma certeza de que as coisas não acontecem por acaso. Baseado nisso, eu coloquei dentro de mim que se eu estou passando por isso, tem um objetivo de levar uma mensagem positiva e que o avanço médico está muito bom e os meus médicos, que hoje fazem parte da minha família, elevam essa esperança de que isso vai passar e tem tudo para dar certo." (S.S.)

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