A única instituição no Paraná, credenciada pelo Ministério da Saúde (MS) no Programa Nacional de Triagem Neonatal, é a Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional (Fepe), em Curitiba. Por mês, são realizados mais de 15 mil testes de bebês nascidos de todo o Estado, em instituições públicas e privadas.
O teste identifica, atualmente, as doenças genéticas fenilcetonúria, fibrose cística, doença falciforme e outras hemoglobinopatias, deficiência de biotinidase, hiperplasia adrenal congênita e hipotireoidismo congênito.
Esta última é a enfermidade de maior incidência identificada nos exames realizados no Estado, com um caso para 4 mil crianças. Em seguida é a fibrose cística (um em cada 7 mil) e a fenilcetonúria, com a incidência de um em cada 20 mil nascidos.
Segundo o geneticista Salmo Raskin, a boa cobertura no Paraná foi um critério do MS para autorizar, há cerca de dez anos, que o Estado recebesse mais verbas para ampliar o rol de doenças do teste.
"O Paraná foi pioneiro em muitas frentes do teste do pezinho, sendo uma delas o diagnóstico de deficiência de biotinidase, uma das últimas doenças incluídas na triagem neonatal, em 2013. É uma doença que começou a ser diagnosticada aqui no Estado. Foi o primeiro em toda a América Latina", frisa.
Além disso, em 2001, o Paraná foi o primeiro Estado credenciado na fase 3 e, agora, na fase 4, que incluiu a deficiência de biotinidase e hiperplasia adrenal congênita. Mouseline ressalta ainda que a Fepe participa, atualmente, de outra linha de pesquisa para produção do medicamento para biotinidase. (M.O.)

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