Paraná dobra número de estudantes que recebem aulas em hospitais
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Redação FolhaWeb com N.Com 
O governo estadual mais que dobrou o número de alunos no programa de escolarização em hospitais, em três anos, ampliando o acesso à educação. O programa oferece apoio educacional aos alunos que estão impossibilitados de frequentar a escola devido à internação hospitalar ou tratamento de saúde. Em 2012, foram beneficiados 5,4 mil estudantes, 115% a mais que em relação ao período de 2007 a 2010, quando a média anual era de 2,5 mil alunos atendidos. Em 2011, o número já indicava aumento, com 5,2 mil alunos atendidos.
O trabalho é desenvolvido por um pedagogo e por três professores, que realizam atendimento hospitalar e domiciliar. "O Estado faz grande esforço para garantir que nossos alunos mantenham os estudos mesmo hospitalizados. É um processo educativo importante que tem merecido toda atenção", disse Flávio Arns, secretário estadual de Educação.
O aumento considerável dos atendimentos é resultado de novos convênios assinados pelo governo com hospitais. Thais Gama da Silva, responsável pelo Serviço de Atendimento à Rede de Escolarização Hospitalar (Sareh), na Secretaria Estadual da Educação, atribui a melhora do serviço também à orientação que os professores estão recebendo. "O governo tem investido para o fortalecimento do programa. Isso evita que o aluno tenha que abandonar a escola", disse. Ela explica que o Sareh é um serviço novo, que tem atraído novos professores.
Abrangência As atividades educacionais são executadas pela Secretaria da Educação pelo termo de cooperação técnica com 14 hospitais conveniados, em Curitiba, Cascavel, Londrina, Maringá, Campo Largo e Paranaguá. No início de 2011, eram apenas oito unidades participantes. Cerca de 650 professores e pedagogos da rede estadual atuam nessa modalidade.
"As práticas pedagógicas não diferem das usadas nas salas de aula. Todo aluno recebe material didático e é avaliado pelos professores", explica Thais. No atendimento hospitalar o pedagogo e os três professores atuam em áreas diferentes: ciências exatas, ciências humanas e linguagens. No atendimento domiciliar, há liberação de um professor, que acompanha pedagogicamente o aluno em suas atividades escolares.
Na modalidade hospitalar, o programa atende alunos de escolas públicas e particulares em idade escolar, que estejam ou não matriculados no ensino fundamental, médio e educação de jovens e adultos (EJA). Nesse caso, a solicitação é feita através da administração do hospital. As aulas são ministradas no quarto, ambulatório ou sala de aula hospitalar. Os professores estaduais atendem também crianças do ensino básico, quando o município não oferece o serviço.
Já para ter aulas domiciliares, o aluno precisa estar matriculado em uma escola da rede estadual. A escola pode solicitar atendimento à Secretaria de Educação para o aluno com mais de 90 dias de afastamento, comprovado por laudo médico.
Entidades Conveniadas:
1. Associação Hospitalar de Proteção à Infância Doutor Raul Carneiro/Hospital Pequeno Príncipe Curitiba;
2. Associação Paranaense de Apoio à Criança com Neoplasia APACN Curitiba;
3. Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná Curitiba;
4. Hospital do Trabalhador Curitiba;
5. Hospital Erasto Gaertner Curitiba;
6. Hospital Universitário Evangélico Curitiba;
7. Hospital Universitário de Maringá;
8. Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná Londrina
9. Hospital Universitário do Oeste do Paraná - Cascavel;
10. Hospital Infantil Doutor Waldemar Monastier Campo Largo;
11. Hospital Regional do Litoral Paranaguá;
12. Clínica H. J. União da Vitória;
13. Hospital do Câncer de Cascavel UOPECCAN;
14. Centro Hospitalar de Reabilitação Ana Carolina Moura Xavier Curitiba;
15. Hospital do Câncer de Londrina (convênio em tramitação);
16. Hospital Municipal Foz do Iguaçu Padre Germano Lauki Foz do Iguaçu (convênio em tramitação);
17. Comunidade Terapêutica Rosa Mística Ponta Grossa (convênio em tramitação).

