Para cada caso, um exercício físico
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domingo, 22 de maio de 2016
Micaela Orikasa<br>Reportagem Local 
Quando se trata da saúde em geral da população, as doenças crônicas como a hipertensão, diabetes, problemas de coluna e doenças respiratórias lideram os números de internações e mortalidade, evidenciando a importância da prevenção.
Para se ter uma ideia, a Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que, por ano, cerca de três milhões de mortes são atribuídas à atividade física insuficiente, destacando o sedentarismo como um dos principais fatores de risco de mortalidade global.
Para cada uma delas, conciliar uma alimentação equilibrada com a rotina de exercícios físicos é um grande passo para uma boa saúde. "A atividade física é um dos principais componentes do tratamento em pessoas portadoras de doenças", resume a fisioterapeuta Vanessa Suziane Probst, do programa em Ciências da Reabilitação UEL/Unopar.
Para apontar as modalidades mais indicadas, de acordo com cada patologia, a FOLHA consultou especialistas da área. Os aeróbicos são os mais recomendados para hipertensos, diabéticos e portadores de doenças respiratórias. Já para problemas na coluna, o alongamento e fortalecimento abdominal são imprescindíveis.
Considerando as doenças respiratórias crônicas, destacam-se a asma e a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) que podem se manifestar como bronquite ou enfisema. No Brasil, estima-se que 27 milhões de pessoas sofram com essas patologias, que são progressivas e debilitantes.
Além dos pulmões, a saúde cardiovascular chama atenção, uma vez que a hipertensão afeta 31,3 milhões de pessoas acima de 18 anos, o que corresponde a 21,4% da população (Pesquisa Nacional de Saúde 2013). Número que poderia representar quase três vezes o Estado do Paraná, em termos de habitantes.
O diabetes, transtorno metabólico causado pela elevação da glicose no sangue, também é tema global, já que, de acordo com a Internacional Diabetes Federation (IDF), três pessoas são diagnosticadas com a doença a cada dez segundos.
"O importante é que, além do benefício do exercício para glicose, isto é, o diabetes em si, ele ajuda também na redução de peso, controle da pressão arterial, entre outros", diz Eliane de Freitas, fisioterapeuta da Santa Casa de Londrina e docente da Unopar.
Ainda no hall das patologias crônicas prevalentes na população, há aquelas que atingem a coluna. Estimativas mostram que, no País, cerca de 27 milhões de adultos se queixam de dores, especialmente em relação à lombalgia (região lombar).
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