Pacientes têm pouco acesso às novidades, diz professora
Há vinte anos Elis Cristina Sayuri Akiyama, de 47 anos, convive com o diabetes. A doença já era uma velha conhecida da professora, que acompanhou o tratamento e o sofrimento da mãe em função do problema. "O diagnóstico me abalou bastante, a vida da minha mãe foi muito triste, ela precisou amputar as duas pernas e tinha problemas cardíacos e de vista. Foi um tempo muito difícil por conta da doença", lembra. Após o susto do diagnóstico, Elis começou o tratamento com a mudança de hábitos de vida, depois iniciou o uso de medicação e há cinco anos começou a utilização de insulina.
Ela afirma que tem pouco acesso às novidades do setor. "A gente não fica sabendo de muitas coisas. Tem que correr atrás de informação por conta própria", aponta. Atualmente, Elis usa dois medicamentos para controlar os índices de glicemia, além da insulina, mas apenas um dos remédios é fornecido pela Farmácia Popular. "Cuidar do diabetes custa muito. Os remédios e as consultas saem caro. Eu ainda tenho acesso a plano de saúde, mas para quem depende dos postos de saúde é complicado porque é preciso fazer acompanhamento direto", ressalta.
Para a professora, o que ajuda a reduzir os custos mensais com medicamentos são os programas de descontos dos laboratórios. "Fiquei vários anos usando uma insulina que custava R$ 170 por mês quando descobri que o laboratório dava um benefício para clientes cadastrados que reduzia o preço para R$ 97", revela. Segundo Elis, vale a pena buscar informações nas farmácias e laboratórios sobre os programas que beneficiam clientes de medicamentos contínuos. (M.A.)




